24/07/2013

quando eu quero e a cabeça não quer.

Nunca aceitei a tua morte. Não o soube fazer e não sei se alguma vez o saberei. Ainda hoje choro por ti. Lágrimas pesadas e grossas que eu insisto em controlar, mesmo sabendo que não consigo. Que me peçam tudo, menos que eu não chore por ti, pois não consigo cumprir.
Não me lembro da cor dos teus olhos, e isso magoa-me. Mas, sei todos os teus traços de cor, como usavas o cabelo curto e como isso te fazia o rosto bonito, o teu sorriso discreto mas doce ao mesmo tempo. O teu olhar ternurento. As tuas mãos. As tuas mãos eram o que mais gostava em ti, porque só elas me sabiam acarinhar o rosto daquela forma tão única.
Quantas saudades me percorrem o corpo neste momento...
Não te sei dizer adeus. Não sei chorar a tua morte e pôr uma pedra no assunto para poder seguir em frente. Fazes-me falta e ao fim de tantos anos eu ainda não sei lidar com isto.
Nunca te quis contar como é que as coisas estão agora na minha vida, sabendo que te iria entristecer olhar para tudo o que criaste e ver que já nada é como antes.
E quando há dias vi uma imagem que dizia "Existem duas soluções pra tudo nessa vida: O tempo e o foda-se." só me apeteceu queixar-me ao tempo com um foda-se.
Foda-se tempo, que nunca te trouxe de volta. Foda-se tempo, que nunca me deixou ultrapassar isto.
Desculpa as asneiras, amo-te.

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